Eu deitei em seus braços magros, "pobre nona",fechei meus olhos em silêncio.
E em silêncio,mesmo que sem lágrimas,chorei tudo que havia sentido.
Pensava no menino de olhos vazios,mas brilhantes,com sorriso tolo.
Era um ultraje a Darwin.Nunca seria capaz de sobreviver sozinho e ainda assim existia,assim como outros,sem dar nenhuma satisfação à Genética.
Pensei por um momento em minha criação religiosa;pensei no espírito preso naquele corpo,pensei se ele podia enxergar meu espírito,minha luz_será que ainda havia alguma luz em mim?
Mas os olhos dele eram tão vazios que repreendi meus pensamentos; "não vêem nada"
Então olhei para mãe e vi seu sofrimento calado;amava mas compreendia,uma dor aceita,mas não conformada,uma sina que tentava ser cumprida.
Ainda nos braços de minha avó,em minhas lágrimas sem lágrimas,pensei naquele que um dia foi o único capaz de me compreender,pensei no que diria quando contasse a cena.E então a desesperança tomou conta de mim,como se alguém me enxergasse,tive a sensação de que tinha pena de mim:
"Pobre menina,o seu menino não existe mais.Por que não o enterra?Se outros soubessem disso...Seria uma vergonha,uma piada,ou quem sabe um diagnóstico de obcessão".
Abri meus olhos e só havia o silêncio.
Pensei que se ficasse abraçada,em silêncio,ela talvez pudesse sentir meu desespero contido,e me dar um olhar de consolo,quem sabe uma palavra.Mas ela dormia,e seria muito difícil sair dela qualquer palavra.Bom seria poder ouvir suas histórias e superstições de novo.Ouvir seus conselhor e ter a ajuda da velha magia italiana,para afastar todas as sombras,as sombras que habitam em mim.
Tudo se foi.Restou apenas o silêncio.
Humanidade é abandono.
E a inteligência só traz a solidão.
E em silêncio,mesmo que sem lágrimas,chorei tudo que havia sentido.
Pensava no menino de olhos vazios,mas brilhantes,com sorriso tolo.
Era um ultraje a Darwin.Nunca seria capaz de sobreviver sozinho e ainda assim existia,assim como outros,sem dar nenhuma satisfação à Genética.
Pensei por um momento em minha criação religiosa;pensei no espírito preso naquele corpo,pensei se ele podia enxergar meu espírito,minha luz_será que ainda havia alguma luz em mim?
Mas os olhos dele eram tão vazios que repreendi meus pensamentos; "não vêem nada"
Então olhei para mãe e vi seu sofrimento calado;amava mas compreendia,uma dor aceita,mas não conformada,uma sina que tentava ser cumprida.
Ainda nos braços de minha avó,em minhas lágrimas sem lágrimas,pensei naquele que um dia foi o único capaz de me compreender,pensei no que diria quando contasse a cena.E então a desesperança tomou conta de mim,como se alguém me enxergasse,tive a sensação de que tinha pena de mim:
"Pobre menina,o seu menino não existe mais.Por que não o enterra?Se outros soubessem disso...Seria uma vergonha,uma piada,ou quem sabe um diagnóstico de obcessão".
Abri meus olhos e só havia o silêncio.
Pensei que se ficasse abraçada,em silêncio,ela talvez pudesse sentir meu desespero contido,e me dar um olhar de consolo,quem sabe uma palavra.Mas ela dormia,e seria muito difícil sair dela qualquer palavra.Bom seria poder ouvir suas histórias e superstições de novo.Ouvir seus conselhor e ter a ajuda da velha magia italiana,para afastar todas as sombras,as sombras que habitam em mim.
Tudo se foi.Restou apenas o silêncio.
Humanidade é abandono.
E a inteligência só traz a solidão.