quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rebeldia,ainda que tardia.

No auge dos meus 22 anos,tudo o que posso afirmar é
Que a vida é tão miserável quanto você pode imaginar.
Quem escreve aqui não é uma burguesinha de férias em algum lugar paradisíaco de baixo de um ar condicionado.Pela primeira vez invejo pessoas assim.Queria muita que a minha rebeldia fosse sem uma causa.
No auge dos meus 22 anos a cota de sofrimento chegou ao seu auge também,considerando que existem tantos anos pela frente,com conseqüentes maiores e maiores sofrimentos,não me cabe nem perguntar o por quê
Fui criada e educada para acreditar que todo sofrimento fomos nós que escolhemos,para que pudéssemos nos redimir e evoluir.
Rasgo esse contrato então.Não quero mais esse amargor.Me recuso a esse tipo de destino,tão injusto e tão certo de si.
A vida é tão triste que poderíamos morrer.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Indiferença.

É como se toda felicidade houvesse esvaído.
Nada sobrou.
Um sorriso tão doce,a sombra de alguém que não sou.
É como se toda beleza tivesse morrido.
A indiferença me envenenou
Numa espera desesperançosa,entre sonhos com lembranças
e arrependimentos.
Ao menos não sinto mais a dor.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Na carne

Você é minha droga,

Mais sublime droga,

que entrou pelas minhas veias

Inundando meu peito

De intoleráveis sentimentos

Indescritíveis sentimentos.

Como se,entrando em mim,

escrito estivesse seu nome.

Impronunciável nome

numa invocação quase sagrada

Abrindo portas conhecidas

e tão perigosas

Devorando a carne

Numa prazerosa dor

Pelos seus olhos de lobo

Correndo para cair de volta

Nesse abismo

Para a salvação dos seus braços.